12.2.12

O Que Precisamos Saber sobre os Bichos

Os bichos são gente boa. Óbvio que são interesseiros, assim como nós. Afinal, eles precisam comer. E não adianta achar que eles vêm a nós por outra questão, não. Eles precisam comer. Assim como nós. Eles só são mais evidentes.

E é bobeira achar que o cachorro é mais legal que o gato, porque o gato é mais interesseiro e infiel. É besteira. O cachorro só é mais interesseiro e meio que vende a alma ao dono. Mas o gato é do caralho. Eu adoro os gatos. Eles são autênticos. Não negam sua dedicação à sua causa primordial: comida. E carinho.

Aliás, nesse ponto, também, adoro os gatos. Eles querem carinho. Não importa de quem venha esse carinho, se de aguém muito legal ou se de um carrasco. O ser humano também é assim, só que finge não ser. O ser humano gosta do carinho do carrasco, mas finge não gostar.

Chega.

9.1.12

Se a Literatura é Fantástica, Mostre na Capa!

Alguém poderia dizer que ver o sobrenatural no cotidiano é apenas uma forma de olhar a realidade com outros olhos. Ou então que uma certa dose de exagero poderia servir para destacar certos aspectos bastante reais desse cotidiano. Nesse caso não seria um simples exagero, mas um certo grau de desvirtuação. Sem problemas.

Não importa. A Literatura Fantástica está aí para cumprir seu papel. Eu não tenho nada contra. Já li livros de vampiros e confesso que me diverti um bocado. Não vejo problema algum em darem-se asas à imaginação, seja voando pelo espaço sideral, seja tratando de seres imortais, seja apelando para a magia, enfim, tudo é válido se, ao final, uma mensagem bem cotidiana for passada e, de preferência, de uma forma artística e rica em experiências e criatividade.

O problema começa quando você está no aeroporto e resolve comprar um livro, assim, como quem não quer nada, apenas para se distrair um pouco. Você está com a cabeça cheia, não quer nada escrito por um membro da Academia Brasileira de Letras. Também não quer notícias, nada de literatura técnica, nada de aprimoramento profissional, quanto mais estudos sérios. E - por favor - auto-ajuda, não. Nada contra, mas digamos que esse não seja o espírito do momento.

Ou seja, você está procurando alguma coisa que faça o tempo passar. Poderia ser o seu IPad, mas você já tá meio de saco cheio de aparelhinhos e... enfim, você sai para procurar um best-seller. Sim, qual o problema? Ágatha Christie, Sidney Sheldon, Dan Brown... Vamos lá!

Pois é. O problema começa quando você pega um desses livros, senta na cadeira e procura se envolver com o romance; você quer entrar no mundo do autor - e qual o problema de ser Literatura Fantástica? Mas como seria servir-se de feijoada, dar a primeira garfada, sentir o gosto da feijoada e, ao dar a segunda ou terceira garfada, ainda com aquela vontade de comer feijoada, sentir um puta gosto de grosélia com quiabo!

Essa é a sensação que a gente sente quando começa a ler um livro que durante mais da metade omite se tratar de Literatura Fantástica e depois vai, gradativamente, aproveitando-se de que você já está envolvido com a história e sua curiosidade o tende a levar até o final, enfiando em você, goela abaixo, pequenas cenas fantásticas para, no final, terminar o livro com uma enorme panacéia catastrófica e sobrenatural. O fim do mundo e o paraíso ao mesmo tempo.

Portanto, fica aqui o meu apelo aos autores de best-seller: por favor, respeitem-nos, seus leitores. Sem prejuízo de sua criatividade: usem e abusem da Literatura Fantástica. Apenas tenham o cuidado de fazer o anjo cair na primeira página do livro. Ou um pouco adiante, mas não no fim do livro. Amém.

11.12.11

Mau Uso de Dinheiro Público

É importante combater a corrupção. Mas a corrupção não é a única via de vazamento de dinheiro público que precisamos combater. Há também os salários dos magistrados.

Mais... http://www.estadao.com.br/noticias/geral,tribunais-ignoram-teto-salarial,809590,0.htm

7.12.11

Celulares

Uma coisa que às vezes me pergunto é se a venda de telefones celulares não deveria ser regulamentada, assim como é a carteira de habilitação para motoristas. A pessoa vai à loja, compra um celular e sai fazendo besteira por aí.

Atende celular em elevador, enquanto está usando o caixa eletrônico, sei lá em que outras situações, ignorando, por completo, quaisquer presenças que possam existir em sua vizinhança.

Devia ter um treinamento especial para o uso do celular em público, seja por questões de educação, seja por questões de segurança.

Mais... http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2011/12/06/interna_cidadesdf,281574/uso-de-celular-ao-volante-e-mais-perigoso-do-que-dirigir-embriagado.shtml

25.11.11

Cheiros

A gente vai ficando velho e vai usando mais o tempo avaliando o quanto está ficando ranzinza. A minha tolerância a aromas está sensivelmente baixa. Estou me tornando um anti-odorista neurótico. Tenho plena consciência disto. Mas também pressinto que não será muito efetivo tentar expandir minha tolerância a odores inapropriados.
Isto se deve a vários fatores. A minha cabeça aprendeu (ainda que inapropriadamente) a interpretar odores provocados como provocações de fato. Por exemplo: um peido nitidamente escapulido sem intenção, por mais fedido que seja, jamais incomodará tanto quanto um perfume vagabundo.
Existem vários motivos para isso. Quando o cidadão adquire (e, posteriormente, quando usa) um perfume vagabundo, ele não se dá ao trabalho de imaginar se aquele cheiro será ou não conveniente em tal ou tal situações.
Na verdade, a coisa é muito mais grave (do ponto de vista, admito, de um anti-odorista neurótico). Do meu ponto de vista, quem se insere em determinado contexto munido de um cheiro inadequado não só é insensível, como é mal-educado. Sim, pois, apesar de não constar de nenhuma lei a necessidade do respeito ao cheiro natural do ar, parece-me explicitamente mal-educado poluir o ar com perfumes e outros cheiros não adequados.
A essa altura, muitos devem estar se perguntando: "será que ele está se referindo a fumaça de cigarro, por exemplo?". Terei que voltar com a história do peido. Assim como o peido escapulido, a fumaça de cigarro jamais incomodará tanto quanto um perfume vagabundo. Na verdade, nenhum cheiro consequente de um vício, mal hálito, excretos ou venenos nunca terá tanto poder de incomodar quanto um cheiro provocado - principalmente se provocado por absoluta ignorância às leis do aroma.
Outro exemplo típico: a comida mal feita. Mais uma vez, terei que me confessar neurótico, pois minha mãe é uma exímia cozinheira e, ao sentir um cheiro de comida mal feita sinto, em primeiro lugar, uma afronta ao cheiro das comidas como a dela. Além disso, o cheiro da comida vagabunda, assim como o da gordura podre, exprime a má intenção do cozinheiro (acho que aqui não preciso citar os casos reais de excretos adicionados às comidas que consumimos em restaurantes).
Assim como é notório o benefício de uma comida bem feita, é notória a maleficência de uma comida mal feita. Nesse ponto, minha neurose chega a extremos, pois, dada minha condição de solteiro, sou praticamente obrigado a comer nesses restaurantes capengas, próximos do nossos ambientes de trabalho.
E aí tenho que pegar mais um gancho, pois uma de minhas maiores atuais torturas diárias é o cheiro dos restaurantes que se instalam dois andares abaixo de onde trabalho. Outra delas - podem imaginar - é o cheiro do desodorante do... Bom, enfim, tem desodorante que tem cheiro de uma mistura de "veja multiuso" com "sapólio radium". É incrível como se consome isso.
Bom, vou parar por aqui. O respeito ao meio ambiente vai muito além do que alguns ecologistas querem. Para mim, envolve bom-senso e respeito às narinas alheias.

7.11.11

Assediados pela Internet

Pode parecer redundante ficar pensando nessas coisas. Mas o fato é que estamos em vias de presenciar mais um sério conflito do tipo anti-truste ou algo parecido. Só que, desta vez, todos nós também estaremos envolvidos.

Não sei se são só as páginas que eu visito na Web, mas as que eu visito, nos últimos dias, estão infestadas de botões verdes e azuis com a expressão "Download". É um golpe visual: você espera um botão "Download" para baixar algo que procura e se depara com dois, três ou mais botões "Download". Você não sabe em qual clicar e ainda corre o risco de instalar um vírus.

A coisa funciona da seguinte forma: você cria um site pessoal, que pode ser um blog , um site comercial da sua loja ou um simples site de divulgação de seus dotes profissionais. Você, levando em conta a possibilidade de ganhar algum dinheiro pela Web, pensa em uma forma de usar seu site para essa finalidade. Então, ouve falar nos "Ads", que são propagandas que terceiros colocam em sua página, pelas quais você é remunerado. Aí, você faz um cadastro, gratuito, no Google Ads. Ao cadastrar-se, você concorda com os termos do contrato, em que consta que o Google poderá acessar o conteúdo de sua página Web para adequar os Ads a este conteúdo. Em contrapartida, para cada clique que o Ad receber, de qualquer visitante de seu site, você receberá determinada quantia, em dinheiro, do Google. Ao atingir determinada monta, o Google mandará para você um cheque, pelo correio. Não tenha dúvida de que ele mandadará.

Muito bem. O que são os Ads? Os Ads nada mais são que caixinhas com propagandas e atalhos para outros sites. Inclusive esses "Downloads" que mencionei, que confundem a gente e pelos quais o Google não se responsabiliza - aliás, este é um detalhe importante, pois alguns dos tais dos "Downloads" contém, de fato, programas suspeitos! Comprando ou não um produto, baixando ou não um arquivo, o navegante que clicar em um Ad estará remunerando simultaneamente o Google e o autor da página onde o Ad se encontrar.

O sistema parece atrativo, mas...

O Google coloca o Ad de acordo com o conteúdo da página mas, também - e aí está a questão eticamente controversa - de acordo com o "desejo" do pobre navegante.

Vou dar um exemplo (fato real). Anteontem fiz uma pesquisa - no Google - sobre "flats" em Belo Horizonte. De lá para cá, pelo menos a metade das páginas da Internet pelas quais naveguei, continham Ads sobre hotéis em Belo Horizonte. Isso não seria um grande problema se a informação fosse repassada de parte a parte de forma explícita, ou seja, que nenhum dado ou necessidade do cliente fosse usado sem seu consentimento prévio. Imaginem que eu entro em um hotel, solicito o preço da diária e o gerente do hotel avisa a todos os mendigos - que se passam por guias turísticos - que eu estou procurando um hotel em tais e tais condições. Desta forma, assim que eu sair do saguão do hotel, serei assediado por dezenas e dezenas de "guias turísticos", deseperados para me hospedar em hoteis que, por sua vez, os teriam contratado para angariar pessoas nas minhas condições.

A sensação que eu tenho, navegando na Internet hoje, me lembra a descrição que um amigo deu ao retornar da Índia, onde ele tinha medo de sair de casa porque da portaria de seu prédio até o ponto onde tomaria sua condução ele seria assediado por centenas e centenas de indigentes desesperados por sua atenção.

É bom pensarmos nisso a cada pesquisa que fazemos pela Internet. Assim como é bom pensarmos em que solução a humanidade dará para essa nova guerra, pois, ao que parece, logo, logo nossa sobrevivência profissional dependerá dessa solução.

7.4.11

Um Lado Sinistro da Tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo

Desde a primeira vez que ouvi o o termo "bullying", percebi a presença de análises psicológicas e educacionais tendenciosas e superficiais. A definição da palavra os leva a situações infanto-juvenis cuja avaliação não me parece tão simples quanto se pretende. Além disso, há aspectos sinistros nesse tipo de julgamento:

- A compreensão adulta das atitudes infantis ou adolescentes normalmente é incorreta, visto que o adulto vive incutido de adequações sociológicas e dogmatismos que o impede de compreender a simplicidade e a sinceridade da mente juvenil;

- A atitude coletiva é quase sempre inconsequente; mas se um ou mais adultos decidem julgar a atitude de um grupo de jovens pré-adolescentes perante outro jovem, essa simples inconsequência coletiva se transforma em um ato criminoso coletivo. Ora, se os adultos raríssimamente conseguem executar esse tipo de ato, que se dirá de um grupo de adolescentes! Como eu disse, a atitude coletiva é quase sempre inconsequente - quanto mais se adolescente. Portanto não pode ser julgada fora de um complexo contexto sociológico - nesse caso, de uma sociologia mais particular ainda;

- Além disso, se, de fato, for constatado um "bullying", quem será o responsável por identificá-lo e qualificá-lo? E qual a vivência dessa pessoa com as personalidades e conflitos das partes envolvidas?

Em última instância, a discriminação infanto-juvenil é um ensaio para a vida real e uma forma de "vitamina" para a criança ou o adolescente em crescimento. Serve para que essa criança crie seus anticorpos. Como diz Belchior, "A vida não é assim: a vida é muito pior!". Se a criança não aprende a se defender sozinha dos "bullyings", dificilmente saberá se defender na vida real. Pior ainda se for protegida por um sistema de adultos, enquanto na infância.

Mas o mais triste de tudo é o que vem a seguir: tirando-se da criança a autonomia para julgar-se e às outras crianças, e transferindo-se esse poder para adultos, expõe-se a criança às injustiças e violências adultas.

Hoje fomos vítimas de uma tragédia. 11 crianças foram assassinadas em uma escola do Rio de Janeiro. Ao contrário do que declarou nossa Presidenta, esse fato não é novo no Brasil. Há alguns anos um jovem armado de uma metralhadora abriu fogo em um cinema, no Brasil, em atitude bem semelhante ao de nosso presente suicida - que tentou se identificar, aparentemente, com uma causa islâmica. Tudo indica, entretanto, que seu relacionamento com essa causa é fruto de sua imaginação.

O que me saltou aos olhos foi que o assassino mencionou o termo "bullying", ao se justificar.

Gostaria de alertar os diretores de escola e os orientadores educacionais para que o culto a esse termo "bullying", a despeito de seu falso senso de justiça, está expondo as crianças a se tornarem alvos de psicopatas.

30.3.11

The History and the History Channel

Incrível! o History Channel acaba de contrariar a Lei de Ohm: no episódio de hoje de "Os Super-humanos", um sujeito foi usado como interruptor para acender uma lâmpada, girar um liquidificador indiano de 700W (220Vx3A! - na verdade, com essa potência, devia ser uma trituradora de milho para fubá - e uma frigideira elétrica (bom, essa devia ter uns 2 KW - isso dá, em 220V, uns 10 Amperes). A reportagem informou que o ser humano costuma suportar cerca de 10 miliamperes (0,01 Ampere), ou seja, a milésima parte da aventura do garoto.

O interessante é que a anomalia constatada pelo programa no indivíduo foi ele ter uma resistência corporal de cerca de 1 Mohm. Isto é muito interessante, porque para acender uma lâmpada de 100 W, usando essa resistência corporal em série, seriam necessários 4 milhões de Volts e o corpo do rapaz dissiparia um calor de 250 mil Watts - o que corresponde a toda a iluminação de uma pequena cidade ou de um mega show de Rock.

De outra feita, experimente usar uma resistência de 1Mohm como a do corpo do nosso super-herói como interruptor para um simples carregador de celular: se o carregador funcionasse nessas condições, levaria pelo menos 2 dias para carregar a bateria do aparelho... Pega na mentira!

Mais... http://www.seuhistory.com/programas/os-super-humanos-de-stan-lee.html

23.1.11

Tradições que Extrapolam a Cultura

Certas tradições ultrapassam o âmbito cultural. Não são apenas reflexo de crenças ou herança de antepassados. Pelo contrário, denotam uma doença social aguda, um desajuste histérico.
Conjuntos de atitudes covardes, nesse caso, são injustificáveis, e o seriam ainda que não fossem completamente despidos de fundamentação. São crimes e, mais ainda, são lamentáveis por representar uma porção pouco evoluída da humanidade. Aliás, ao contrário, uma porção que anda para trás, calcando-se na crueldade e na mais essencial covardia.

...Menina é eletrocutada no Paquistão por amar homem 'errado'Mais... http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,menina-e-eletrocutada-no-paquistao-por-amar-homem-errado,670119,0.htm

18.11.10

Para a Posteridade

O History Channel reflete muito bem a maneira de pensar do cidadão estadunidense. Ele ainda acredita que sua civilização (como se não fosse a mesma nossa) fez, de fato, grandes feitos, capazes de interessar até mesmo às mais civilizadas do futuro.

Quando se fala em outras dimensões, fala-se em transpassar a que conhecemos, para "preservar" a nossa "cultura". Quando se fala em possíveis novas civilizações, após um possível fim da nossa, fala-se em transmitir a essas novas civilizações nossa inteligência, não para servir de subsídio a estudos de um passado extremamente calamitoso, mas para servir de exemplo de uma civilização cuja "inteligência" teria sido capaz de realizar a felicidade de uma espécie.

Entretanto, parece-me que essa espécie não existe. O que existe é uma (ou mais) nações que ainda vivem a ilusão de terem construído uma base louvável para uma civilização, não obstante estarem em franca decadência e terem provocado, até onde sabemos, inúmeras baixas ao redor do mundo. O mundo real.

5.11.10

Discriminação Anti-racista

Demagogia é sempre algo detestável. Quando se trata de questões relacionadas a racismo, então, a coisa fica mais repulsiva ainda. É impressionante como a sociedade tende a tirar proveito das dificuldades alheias para se promover. Diz-se, por exemplo, que chamar um preto de preto é um ato discriminatório. Entretanto, do meu ponto de vista, a palavra "negro" é muito mais nociva, vez que exige um cuidado especial ao se dirigir a um negro (ou preto) - o cuidado de não usar a palavra "preto", que é a mais natural da lingua cotidiana. Esse cuidado é, em si, um ato discriminatório: primeiro porque impõe uma distância a mais ao semelhante, na medida em que evita o linguajar natural; segundo porque rotula - "negro" diz mais respeito a raça, ao passo que "preto" diz mais respeito a cor.
Um segundo ato perigoso da demagogia anti-racista é a questão das cotas universitárias para pessoas de cor(?). Elas são extremamente perigosas por diversos motivos:
1. Diferenciam os critérios de admissão na universidade, atacando a questão dos direitos iguais;
2. Comprometem o reconhecimento da capacidade dos pretensos beneficiários, na medida em que permitem que acessem os recursos sem o devido mérito;
3. Comprometem o reconhecimento futuro dos mesmos beneficiários, uma vez que o fato de terem acessado a universidade por vias privilegiadas pode gerar dúvidas quanto a sua capacidade;
4. Criam, por si mesmas, as condições para o estabelecimento da discriminação, na medida em que tentam estabelecer critérios para a (des)qualificação dos beneficiários, sendo que esses critérios, além de duvidosos, correm o risco de enquadrar quem antes não era enquadrado em situações de racismo e
5. Tira a legitimidade do poder de barganha de substrtatos sociais, já que, protegendo esses mesmos grupos, propicia seu enquadramento como aplicão inapropriada de legislação e de patrimônio público ou privado.
Este último aspecto talvez seja o mais grave. Veja-se o que a classe trabalhadora hoje sofre pela ausência de uma lei trabalhista mais apropriada - até pela dificuldade de se fazer uma reforma trabalhista. E essa ausência é justamente por consequência de legislações de cunho político que, sob pretexto de proteger a classe trabalhadora, criou encargos excessivos os quais hoje afastam os empresários da contratação formal. O risco, no caso das cotas universitárias, é o de que se produza um grupo de pessoas que passarão a ser vistas como fonte de detrimento do nível de ensino universitário.
Mas temos agora um terceiro exemplo de demagogia anti-racista: a pseudo-proteção do ensino em relação a supostas abordagens racistas na literatura. O mais incrível dessa politicagem é que ela parece não perceber que está subestimando completamente a inteligência das crianças. É de uma ingenuidade cínica crer que um garoto ou uma garota de escola primária não saberá discernir entre o bom humor de quem reconhece a discriminação de fato existente em nossa sociedade ("Negro também é gente, sinhá!") de um tratamento discriminatório, com algm tipo de propósito para se justificar esse mesmo tratamento.
Ou seja, no final das contas, o que seria anti-racismo acaba sendo, ele mesmo uma discriminação a mais.

Livro de Monteiro Lobato pode ser vetado nas escolas, acusado de ser racista... Mais: http://www.band.com.br/jornalismo/educacao/conteudo.asp?ID=100000362856

28.7.10

A Verdadeira Origem do Nazismo

É muito interessante notar as raízes racistas e discriminatórias no pensamento judeu. Isso nos faz lembrar o dito popular "violência gera violência" quando pensamos em nazismo e em terrorismo.

Contrário à parada gay, vice-prefeito de Jerusalém organiza desfile de burros
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DA EFE, EM JERUSALÉM

O vice-prefeito de Jerusalém, Yitzhak Pindrus, pediu autorização policial para organizar uma manifestação de burros na cidade no mesmo dia da parada do orgulho gay, pois, em sua opinião, tanto gays quanto burros são "animalizados". Mais...http://www1.folha.uol.com.br/mundo/774066-contrario-a-parada-gay-vice-prefeito-de-jerusalem-organiza-desfile-de-burros.shtml

3.6.10

A Indústria do Fumo

Sim... Glamour... Emancipação... A indústria do tabaco enganou as pessoas. Com sua propaganda apelativa, omitindo os males do cigarro.

Hoje temos que engolir essa sociedade naturalista hipócrita. É muito pior.

2.6.10

A Polícia do Pensamento, ao Contrário

Há no romance 1984, de George Orwell uma instituição chamada "Polícia do Pensamento", criada para reprimir os pensamentos dos cidadãos. Fico pensando se não seria possível criarmos uma Polícia do Pensamento para reprimir os pensamentos das autoridades brasileiras.

Hoje o Presidente Lula falou que se orgulha da nossa carga tributária. Fiquei pensando a respeito, e nas implicações desse pensamento.

Moro em Águas Claras e, atualmente, não tenho vias decentes de me encaminhar ao trabalho: tenho um Metro superlotado, com 3 trens quebrados e maquinistas inexperientes que, vez por outra, tiram os trens dos trilhos; tenho a via EPTG, em obras, através da qual levo cerca de 2 h para chegar ao trabalho; tenho a via Estrutural que, para acessar, preciso passar pela EPTG, gastando um total de 1 h e meia até o trabalho. Havia, também descoberto um atalho, próximo ao Núcleo Bandeirantes, pelo qual conseguia chegar no trabalho em menos de 1 h.

Na semana passada, quando estava indo tomar o tal atalho, avistei um carro de uma emissora de televisão, filmando. Logo pensei: "Pronto, não demora muito eles nos tirarão também esta alternativa". Não deu outra. Hoje o atalho estava interrompido por mais uma "obra" e gastei 2 h e meia para chegar no trabalho.

Quem paga isso? Nós. Através do dito orgulho do Lula: a carga tributária. Ou seja, nós pagamos triplamente: Uma, sustentando os gastos com as maravilhosas obras; duas, com as horas que perdemos no trânsito e três, esta, incomensurável: com o desgaste físico e mental, causado pelo transtorno.

Se tivéssemos duas vias e as duas fossem colocadas em obra simultaneamente, do meu ponto de vista, seria um sacrilégio. Temos três. As três foram colocadas em obras simultaneamente - considerando-se que o acesso à Estrutural se dá pela EPTG -, já há cerca de um ano. A EPTG possui praticamente toda a sua extensão em obras, inclusive o trecho que dá acesso à Estrutural. A EPVP, que dá acesso ao Núcleo Bandeirantes, entrou em obras ao mesmo tempo em que a EPTG, eliminando uma alternativa; quando descobriram o tal do atalho, achei que poderia ser uma saída. Doce ilusão.

Quando vi a obra hoje, tampando o atalho, fiquei imaginando o Governador do DF, na sua mesa, em seu escritório, brincando de Playmobil em cima do desenho das vias de acesso, movendo os tratores, carrinhos e rampas, derrubando os carrinhos no chão e achando graça. Nenhum esforço foi feito para dividir as obras em partes, de forma que as pistas fossem tomadas por partes e minimizando-se, assim, o transtorno. Gostaria de instituir uma Polícia do Pensamento que impedisse as autoridades de pensar sem medir as consequências de suas decisões. Se pudesse, instituiria a "pena-Arruda-imediata", ou seja, ao menor indício, qualquer autoridade seguiria, imediatamente a trilha do ex-governador J.R.Arruda, sem volta. É uma pena estarmos tão longe disso, pois este governo e o que vêm são exatamente iguais ao do referido ex-governador.