Concordo em gênero, número e grau com meu amigo Schwartsman. O fumante é, antes de tudo, um sofredor. Um doente, como alguns o querem. Bem lembrados pelo nosso amigo, os obesos também sofrem desse tipo de mal. Na verdade, qualquer tipo de discriminação preconceituosa é condenável.Concordo também com Schwartsman em relação à desejabilidade do nível de informação a respeito desses males. Entretanto, informação não dita comportamento e pode ter até um efeito contrário. Assim como Schwartsman, sou um ex-fumante inveterado, que consumia mais de 30 cigarros por dia e que hoje, após todo um trabalho de auto-convencimento, larguei o vício mas também não deixei de saber apreciar o que há de agradável no tabaco.Tudo na vida tem um preço e o homem não vive só de virtuosidades. Também precisa de vícios, assim como precisa saber se livrar deles. O padrão do homem moderno está se tornando extremamente chato, todo certinho, todo fortinho, enfim, todo babaquinha. Queremos pessoas legais, que fumam, que bebem, que comem muito, que xingam, envim, seres humanos, não ratos elegantes.
15/12/2005
Do direito de fumar "Não importa o que diga Aristóteles e toda a filosofia, não há nada como o tabaco: é a paixão das pessoas honestas, e quem vive sem tabaco não é digno de viver. Ele não apenas alegra e purga os cérebros humanos mas também instrui as almas na virtude, e com ele aprendemos a nos tornar homens honestos. Ou não haveis reparado nos modos gentis com que dele nos utilizamos com todas as pessoas, já desde a primeira vez, e como nos alegramos em oferecê-lo à direita e à esquerda, onde quer que nos encontremos? Nem ao menos esperamos que no-lo peçam, e corremos à frente do desejo das gentes: tanto é verdade que o tabaco inspira sentimentos de honra e de virtude a todos os que dele se valem". Mais...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult510u224.shtml