Um Lado Sinistro da Tragédia na Escola Municipal Tasso da Silveira em Realengo
Desde a primeira vez que ouvi o o termo "bullying", percebi a presença de análises psicológicas e educacionais tendenciosas e superficiais. A definição da palavra os leva a situações infanto-juvenis cuja avaliação não me parece tão simples quanto se pretende. Além disso, há aspectos sinistros nesse tipo de julgamento:
- A compreensão adulta das atitudes infantis ou adolescentes normalmente é incorreta, visto que o adulto vive incutido de adequações sociológicas e dogmatismos que o impede de compreender a simplicidade e a sinceridade da mente juvenil;
- A atitude coletiva é quase sempre inconsequente; mas se um ou mais adultos decidem julgar a atitude de um grupo de jovens pré-adolescentes perante outro jovem, essa simples inconsequência coletiva se transforma em um ato criminoso coletivo. Ora, se os adultos raríssimamente conseguem executar esse tipo de ato, que se dirá de um grupo de adolescentes! Como eu disse, a atitude coletiva é quase sempre inconsequente - quanto mais se adolescente. Portanto não pode ser julgada fora de um complexo contexto sociológico - nesse caso, de uma sociologia mais particular ainda;
- Além disso, se, de fato, for constatado um "bullying", quem será o responsável por identificá-lo e qualificá-lo? E qual a vivência dessa pessoa com as personalidades e conflitos das partes envolvidas?
Em última instância, a discriminação infanto-juvenil é um ensaio para a vida real e uma forma de "vitamina" para a criança ou o adolescente em crescimento. Serve para que essa criança crie seus anticorpos. Como diz Belchior, "A vida não é assim: a vida é muito pior!". Se a criança não aprende a se defender sozinha dos "bullyings", dificilmente saberá se defender na vida real. Pior ainda se for protegida por um sistema de adultos, enquanto na infância.
Mas o mais triste de tudo é o que vem a seguir: tirando-se da criança a autonomia para julgar-se e às outras crianças, e transferindo-se esse poder para adultos, expõe-se a criança às injustiças e violências adultas.
Hoje fomos vítimas de uma tragédia. 11 crianças foram assassinadas em uma escola do Rio de Janeiro. Ao contrário do que declarou nossa Presidenta, esse fato não é novo no Brasil. Há alguns anos um jovem armado de uma metralhadora abriu fogo em um cinema, no Brasil, em atitude bem semelhante ao de nosso presente suicida - que tentou se identificar, aparentemente, com uma causa islâmica. Tudo indica, entretanto, que seu relacionamento com essa causa é fruto de sua imaginação.
O que me saltou aos olhos foi que o assassino mencionou o termo "bullying", ao se justificar.
Gostaria de alertar os diretores de escola e os orientadores educacionais para que o culto a esse termo "bullying", a despeito de seu falso senso de justiça, está expondo as crianças a se tornarem alvos de psicopatas.
- A compreensão adulta das atitudes infantis ou adolescentes normalmente é incorreta, visto que o adulto vive incutido de adequações sociológicas e dogmatismos que o impede de compreender a simplicidade e a sinceridade da mente juvenil;
- A atitude coletiva é quase sempre inconsequente; mas se um ou mais adultos decidem julgar a atitude de um grupo de jovens pré-adolescentes perante outro jovem, essa simples inconsequência coletiva se transforma em um ato criminoso coletivo. Ora, se os adultos raríssimamente conseguem executar esse tipo de ato, que se dirá de um grupo de adolescentes! Como eu disse, a atitude coletiva é quase sempre inconsequente - quanto mais se adolescente. Portanto não pode ser julgada fora de um complexo contexto sociológico - nesse caso, de uma sociologia mais particular ainda;
- Além disso, se, de fato, for constatado um "bullying", quem será o responsável por identificá-lo e qualificá-lo? E qual a vivência dessa pessoa com as personalidades e conflitos das partes envolvidas?
Em última instância, a discriminação infanto-juvenil é um ensaio para a vida real e uma forma de "vitamina" para a criança ou o adolescente em crescimento. Serve para que essa criança crie seus anticorpos. Como diz Belchior, "A vida não é assim: a vida é muito pior!". Se a criança não aprende a se defender sozinha dos "bullyings", dificilmente saberá se defender na vida real. Pior ainda se for protegida por um sistema de adultos, enquanto na infância.
Mas o mais triste de tudo é o que vem a seguir: tirando-se da criança a autonomia para julgar-se e às outras crianças, e transferindo-se esse poder para adultos, expõe-se a criança às injustiças e violências adultas.
Hoje fomos vítimas de uma tragédia. 11 crianças foram assassinadas em uma escola do Rio de Janeiro. Ao contrário do que declarou nossa Presidenta, esse fato não é novo no Brasil. Há alguns anos um jovem armado de uma metralhadora abriu fogo em um cinema, no Brasil, em atitude bem semelhante ao de nosso presente suicida - que tentou se identificar, aparentemente, com uma causa islâmica. Tudo indica, entretanto, que seu relacionamento com essa causa é fruto de sua imaginação.
O que me saltou aos olhos foi que o assassino mencionou o termo "bullying", ao se justificar.
Gostaria de alertar os diretores de escola e os orientadores educacionais para que o culto a esse termo "bullying", a despeito de seu falso senso de justiça, está expondo as crianças a se tornarem alvos de psicopatas.


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