A Polícia do Pensamento, ao Contrário
Há no romance 1984, de George Orwell uma instituição chamada "Polícia do Pensamento", criada para reprimir os pensamentos dos cidadãos. Fico pensando se não seria possível criarmos uma Polícia do Pensamento para reprimir os pensamentos das autoridades brasileiras.
Hoje o Presidente Lula falou que se orgulha da nossa carga tributária. Fiquei pensando a respeito, e nas implicações desse pensamento.
Moro em Águas Claras e, atualmente, não tenho vias decentes de me encaminhar ao trabalho: tenho um Metro superlotado, com 3 trens quebrados e maquinistas inexperientes que, vez por outra, tiram os trens dos trilhos; tenho a via EPTG, em obras, através da qual levo cerca de 2 h para chegar ao trabalho; tenho a via Estrutural que, para acessar, preciso passar pela EPTG, gastando um total de 1 h e meia até o trabalho. Havia, também descoberto um atalho, próximo ao Núcleo Bandeirantes, pelo qual conseguia chegar no trabalho em menos de 1 h.
Na semana passada, quando estava indo tomar o tal atalho, avistei um carro de uma emissora de televisão, filmando. Logo pensei: "Pronto, não demora muito eles nos tirarão também esta alternativa". Não deu outra. Hoje o atalho estava interrompido por mais uma "obra" e gastei 2 h e meia para chegar no trabalho.
Quem paga isso? Nós. Através do dito orgulho do Lula: a carga tributária. Ou seja, nós pagamos triplamente: Uma, sustentando os gastos com as maravilhosas obras; duas, com as horas que perdemos no trânsito e três, esta, incomensurável: com o desgaste físico e mental, causado pelo transtorno.
Se tivéssemos duas vias e as duas fossem colocadas em obra simultaneamente, do meu ponto de vista, seria um sacrilégio. Temos três. As três foram colocadas em obras simultaneamente - considerando-se que o acesso à Estrutural se dá pela EPTG -, já há cerca de um ano. A EPTG possui praticamente toda a sua extensão em obras, inclusive o trecho que dá acesso à Estrutural. A EPVP, que dá acesso ao Núcleo Bandeirantes, entrou em obras ao mesmo tempo em que a EPTG, eliminando uma alternativa; quando descobriram o tal do atalho, achei que poderia ser uma saída. Doce ilusão.
Quando vi a obra hoje, tampando o atalho, fiquei imaginando o Governador do DF, na sua mesa, em seu escritório, brincando de Playmobil em cima do desenho das vias de acesso, movendo os tratores, carrinhos e rampas, derrubando os carrinhos no chão e achando graça. Nenhum esforço foi feito para dividir as obras em partes, de forma que as pistas fossem tomadas por partes e minimizando-se, assim, o transtorno. Gostaria de instituir uma Polícia do Pensamento que impedisse as autoridades de pensar sem medir as consequências de suas decisões. Se pudesse, instituiria a "pena-Arruda-imediata", ou seja, ao menor indício, qualquer autoridade seguiria, imediatamente a trilha do ex-governador J.R.Arruda, sem volta. É uma pena estarmos tão longe disso, pois este governo e o que vêm são exatamente iguais ao do referido ex-governador.
Hoje o Presidente Lula falou que se orgulha da nossa carga tributária. Fiquei pensando a respeito, e nas implicações desse pensamento.
Moro em Águas Claras e, atualmente, não tenho vias decentes de me encaminhar ao trabalho: tenho um Metro superlotado, com 3 trens quebrados e maquinistas inexperientes que, vez por outra, tiram os trens dos trilhos; tenho a via EPTG, em obras, através da qual levo cerca de 2 h para chegar ao trabalho; tenho a via Estrutural que, para acessar, preciso passar pela EPTG, gastando um total de 1 h e meia até o trabalho. Havia, também descoberto um atalho, próximo ao Núcleo Bandeirantes, pelo qual conseguia chegar no trabalho em menos de 1 h.
Na semana passada, quando estava indo tomar o tal atalho, avistei um carro de uma emissora de televisão, filmando. Logo pensei: "Pronto, não demora muito eles nos tirarão também esta alternativa". Não deu outra. Hoje o atalho estava interrompido por mais uma "obra" e gastei 2 h e meia para chegar no trabalho.
Quem paga isso? Nós. Através do dito orgulho do Lula: a carga tributária. Ou seja, nós pagamos triplamente: Uma, sustentando os gastos com as maravilhosas obras; duas, com as horas que perdemos no trânsito e três, esta, incomensurável: com o desgaste físico e mental, causado pelo transtorno.
Se tivéssemos duas vias e as duas fossem colocadas em obra simultaneamente, do meu ponto de vista, seria um sacrilégio. Temos três. As três foram colocadas em obras simultaneamente - considerando-se que o acesso à Estrutural se dá pela EPTG -, já há cerca de um ano. A EPTG possui praticamente toda a sua extensão em obras, inclusive o trecho que dá acesso à Estrutural. A EPVP, que dá acesso ao Núcleo Bandeirantes, entrou em obras ao mesmo tempo em que a EPTG, eliminando uma alternativa; quando descobriram o tal do atalho, achei que poderia ser uma saída. Doce ilusão.
Quando vi a obra hoje, tampando o atalho, fiquei imaginando o Governador do DF, na sua mesa, em seu escritório, brincando de Playmobil em cima do desenho das vias de acesso, movendo os tratores, carrinhos e rampas, derrubando os carrinhos no chão e achando graça. Nenhum esforço foi feito para dividir as obras em partes, de forma que as pistas fossem tomadas por partes e minimizando-se, assim, o transtorno. Gostaria de instituir uma Polícia do Pensamento que impedisse as autoridades de pensar sem medir as consequências de suas decisões. Se pudesse, instituiria a "pena-Arruda-imediata", ou seja, ao menor indício, qualquer autoridade seguiria, imediatamente a trilha do ex-governador J.R.Arruda, sem volta. É uma pena estarmos tão longe disso, pois este governo e o que vêm são exatamente iguais ao do referido ex-governador.


2 Comments:
e assim com estao agora "clear waters" que pena eu saido do libano em guerra transito horrivel, gente dirigindo sem carteiras ou carteiras comprados sem nenhuma nocao de regras do transito, enfim achei brasilia e seus arredores as 7 maravilhas do mundo, olha so que baderna.....
Pois é. Quando o governo não faz obra o povo reclama. Quando faz, reclama também. Penso que o Arruda foi um excelente governador que pecou pelo seu ambicionisno e falta de honestidade. Agora as suas propostas eram boas sim. Quem não prestava era ele mesmo. Esse atual governador, um músico, está ainda tentando consertar o que sobrou da tumultuada saída de Arruda. E conta só com uns 6 meses para tanto. Se o governo dele é igual ao do Arruda, isso ainda não sei ao certo. Porém temos que ter esperança em uma mudança para melhor. Agora com certeza se o Rosso for do PMDB ou DEM aí realmente vai ficar muito dificil para nós explicarmos aos nosso filhos e netos o que fizemos com o futuro deles e de Brasília...
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