Os Americanos e o Apocalipse
Acredito, mesmo, que uma boa parte dos americanos também esteja inconformada com as asneiras do Bush. Os Stones puseram uma anti-homenagem em seu último disco, chamando o cara de tudo quanto é nome. E os americanos, a gente sabe, para eles o mundo são os Estados Unidos, o resto é quintal deles. Mas uma coisa eu não concordo: o Bin Laden não tem representatividade para reivindicar nada (ele inclusive foi sócio da família do Bush). O problema é esse. Não é o caso do Hammas, por exemplo, esse para mim ficou provado que é mais legítimo. Na verdade, já há muito eu percebo que o terrorismo palestino não pode mais ser tratado de forma isolada. Israel, sabe-se, os humilha e eles não tem armas para defender sua honra senão com a própria vida.
Essa questão dos atentados do 11 de setembro é muito sutil: ao mesmo tempo em que percebo que eles só foram possíveis porque uma boa parte do mundo árabe o apoiou, acho que o Bin Laden merecia estar morto, pois ele tenta criar uma espécie de subimpério muçulmano ou sei o que lá, ignorando as reais causas árabes. Aliás, o Bush nem sequer se deu ao trabalho de matá-lo após os atentados: se você viu o filme Fahrenheit 9/11 , você percebe que todo o mundo sabia onde ele estava e os americanos foram atacar as montanhas lá, bem longe. Eles não quiseram mexer com quem têm negócios.
Mas o império americano está em decadência. O mundo está pressionando para o fim dos embargos às importações e subsídios à produção local; a China e a Índia (e outros países) crescem na economia mundial e a volta das ameaças nucleares Coréia, Irã e demais países não americanistas detentores de urânio, somados ao medo europeu dos atentados de origem islâmica, colocam os Estados Unidos numa situação extremamente desfavorável. Agora, então, com os furacões, invernos rigorosos e o mundo se voltando contra eles, por eles terem boicotado Quioto e não terem mais como se esquivarem do mal que causam à natureza - e que agora se volta contra eles - eles estão bem mal na fita. Some-se a isso o desastre da invasão do Iraque, há 5 anos fora de controle.
Claro, conhecendo a natureza americana - e a de seu aliado, Israel - acho difícil uma solução pacífica. Para ser sincero, volta e meia faço paralelos entre as tragédias em sequência que vivemos e o Apocalipse. Imaginem: dentro de 40 anos o petróleo acaba e a única coisa que eu vi os Estados Unidos fazerem para evitar um colapso foi tentarem copiar a solução brasileira (a do álcool, não a do biodiesel). Se aqui, onde ela já vem amadurecendo há 20 anos, ainda nem dá sinais de que vai vingar, de fato, imagina lá...
Essa questão dos atentados do 11 de setembro é muito sutil: ao mesmo tempo em que percebo que eles só foram possíveis porque uma boa parte do mundo árabe o apoiou, acho que o Bin Laden merecia estar morto, pois ele tenta criar uma espécie de subimpério muçulmano ou sei o que lá, ignorando as reais causas árabes. Aliás, o Bush nem sequer se deu ao trabalho de matá-lo após os atentados: se você viu o filme Fahrenheit 9/11 , você percebe que todo o mundo sabia onde ele estava e os americanos foram atacar as montanhas lá, bem longe. Eles não quiseram mexer com quem têm negócios.
Mas o império americano está em decadência. O mundo está pressionando para o fim dos embargos às importações e subsídios à produção local; a China e a Índia (e outros países) crescem na economia mundial e a volta das ameaças nucleares Coréia, Irã e demais países não americanistas detentores de urânio, somados ao medo europeu dos atentados de origem islâmica, colocam os Estados Unidos numa situação extremamente desfavorável. Agora, então, com os furacões, invernos rigorosos e o mundo se voltando contra eles, por eles terem boicotado Quioto e não terem mais como se esquivarem do mal que causam à natureza - e que agora se volta contra eles - eles estão bem mal na fita. Some-se a isso o desastre da invasão do Iraque, há 5 anos fora de controle.
Claro, conhecendo a natureza americana - e a de seu aliado, Israel - acho difícil uma solução pacífica. Para ser sincero, volta e meia faço paralelos entre as tragédias em sequência que vivemos e o Apocalipse. Imaginem: dentro de 40 anos o petróleo acaba e a única coisa que eu vi os Estados Unidos fazerem para evitar um colapso foi tentarem copiar a solução brasileira (a do álcool, não a do biodiesel). Se aqui, onde ela já vem amadurecendo há 20 anos, ainda nem dá sinais de que vai vingar, de fato, imagina lá...


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